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16 de ago. de 2016

ÓDIO NÃO, É AMOR AO BRASIL PORRA!



O discurso proliferado nos meios de comunicação de que existe muito ódio por parte de alguns brasileiros, no tocante ao atual processo de impeachment ao qual passa o país. Nada mais é que uma campanha idiota com o intuito de desviar as críticas verdadeiras e contundentes em cima de um dos mais ridículos projetos de poder já vistos na politica moderna.

O que eles nomeiam de ódio é na verdade um grito em busca de justiça. O projeto de poder idealizado pela mente maquiavélica de Lula, Dirceu e seus asseclas, representa uma das maiores passadas de pernas no povo brasileiro nos últimos tempos. Em 2002 no inicio do primeiro mandato do PT na Presidência da República, uma porcentagem considerável de brasileiros natos, distribuídos nas mais diversas camadas sociais, todos imbuídos pelo desejo de progresso, modificações sociais, crescimento sustentável, distribuição de renda, mais empregos e tantos outros anseios factíveis. São os mesmos que se esgoelam hoje contra os desmandos do projeto maquiavélico do PT.

A tentativa de desmantelar essa onda que só cresce, tem como foco principal divulgar aos quatro ventos que o país está sendo dividido por conta de uma onda de ódio desacerbado e sem motivo. Isso nada mais é que uma campanha fajuta arquitetada por publicitários criminosos na grande maioria, na verdade muitos desses se encontram atrás das grades. O cinismo petista chega a ser incomensurável, como querer desvirtuar tanta lama com odores de corrupção derramados nos quatro cantos da politica brasileira. Com o andar da carruagem democrática trazida a baila pela Operação Lava a Jato, o petismo em nada se escusou de continuar tentando interferir, além de continuar as jogatinas corruptivas que tanto marcaram os mais de dez anos no poder.

Lula o grande mentor de uma das maiores farsas da história da politica moderna, não só enganou o povo brasileiro fantasiado de líder politico advindo das classes menos favorecidas do Brasil, enganou igualmente também uma leva de grandes investidores e nações mundo afora. O que impressiona na figura pueril desse repugnante cidadão, é a tamanha hipocrisia de sua personalidade, a qual ele conseguiu esconder de todos durante um tempo considerável, enquanto ele revestia sua imagem de líder popular, por detrás como que num passe de mágica, arrotava e esbravejava ao lado de mega empresários do país. Com direito a viagens pagas por empreiteiras com almoços e jantares caríssimos, troca de favores das mais diversas possíveis, em detrimento do esfacelamento das reservas de um país com desigualdades sociais acentuadíssimas, dentre outras fragilidades, um país que jamais passou de um projeto de “país em desenvolvimento”.


Portanto é estafúrdia a campanha de uma divisão nacional por conta de ódio sem motivo. A essa altura do campeonato não existe dúvidas que as redes sociais representam uma das ferramentas mais propicias para a disseminação da democracia. Quem não se sustenta no debate que saia pela tangente com o rabo entre as pernas, e é essa a politica dos farsantes, muitos deles soldados sustentados em cargos fantasmas, atrelados a favores dos mais comezinhos possíveis, é bem verdade que são cobrados pela alta hierarquia petista, chegando alguns as vias de fato nas manifestações país afora, brutamontes e covardes. Desta forma cabe a nós brasileiros de verdade, lembrar que nunca será ódio, mas amor ao nosso país ao nosso Brasil.    

Natan Castro - Editor

22 de abr. de 2016

LULOPETISMO CONTRA A INTERNET DEMOCRÁTICA


Por Natan Castro

Desde a chegada da internet no Brasil no final dos 90, de inicio com a internet discada, logo depois com os avanços chegamos a comodidade da Banda Larga, nesse período a internet veio ganhando em avanço tecnológico tudo isso descambando na grande leva de informações cada vez mais a disposição dos consumidores. Os avanços trazidos pela Banda Larga foram fundamentais, a facilidade de você ter durante o mês inteiro a mesma velocidade de acesso e downloads ajudou e muito na revolução da comunicação entre as pessoas em todo o mundo. Não haveria redes sociais com a importância que as mesmas possuem hoje no mundo contemporâneo se ainda estivéssemos numa internet anterior a era da Banda Larga.

No último dia 17 de Abril, domingo a ANATEL agência reguladora responsável no Brasil pelos assuntos que envolvem a regulamentação dos serviços de internet no país, soltou em surdina uma resolução cautelar corroborando a tentativa das empresas de internet regularem e reduzirem o acesso para os brasileiros. A polêmica é bastante simples de entender, essas empresas pretendem a partir de 2017 criar franquias de acesso e downloads na prestação de serviços de internet fixa, ou seja, a internet acessada através de sua casa. A tentativa de regulação é um retrocesso em todos os sentidos na democratização da internet em território nacional. Nesse caso o avanço alcançado com a Banda Larga seria jogado no lixo.

A grande verdade por detrás desse plano das empresas de internet, é o avanço assustador dos serviços de streaming na atualidade, gigantes do serviço como a Spotify e Netflix arrecadam a cada dia quantias cada vez maiores de dinheiro em escala planetária. Com a regulação a esses serviços as gigantes do streaming perderiam bastante em arrecadação, haja vista que as empresas de internet são responsáveis por fornecerem a matéria prima necessária para que essas empresas consigam a cada minutos a adesão de milhares de pessoas no mundo inteiro, no Brasil não é diferente.

Nesse último domingo 17 de Abril, foi um dia histórico no Brasil, a câmara de deputados federais, conhecida como câmara baixa do Congresso Nacional votou a favor da admissão do pedido de impeachment da presidente Dilma Roussef, passando assim a bola para o Senado Federal aceitar ou não o pedido e com isso colocar a presidente e o Partido dos Trabalhadores em maus lençóis. A resolução cautelar assinando em baixo a tentativa de regulação do serviços de internet por parte da ANATEL, agência reguladora ligada ao governo federal só aumenta a desconfiança por parte da opinião pública sobre o conluio do governo com as gigantes da internet. A lesão aos consumidores brasileiros é visível caso a tentativa venha a se concretizar, em contra partida instituições como a OAB e entidades voltadas aos direitos dos consumidores iniciaram contra ataques a essa tentativa fascista de regulamentação do acesso e disseminação de informação no Brasil.

6 de jan. de 2016

QUARTA-FEIRA É DIA DE RF (dicas de livros, leituras, autores e o quiabo a quatro)


O papel dos intelectuais, hoje, é entenderem o Brasil. Porque a maioria dos “fazedores de cabeça” dos jovens escolares viram e aprenderam o Brasil sob a lupa marxista, ou leninista, ou gramsciana. Daí a necessidade destes senhores voltarem ao ABC da nossa antropologia e sociologia política e social para descobrirem que no mundo não existe só o vermelho. Existe o verde e o amarelo. O azul e o marrom. O lilás e o preto. O branco e o rosa... Cores, senhores, novas, velhas, estas e outras cores.


Por exemplo: Gilberto Freire e o seu Casa Grande e Senzala não pode sair de moda. Defendia a mistura, feliz mistura de raças, credos e cores. Tem que ser livro de cabeceira destes doutores empedernidos. Ah, mas Gilberto era reacionário, quem sabe deitava-se com a mucama negra. Os infelizes não sabem o que Marx fazia na vida doméstica?
O escritor Sérgio Buarque de Hollanda, da árvore genealógica do nosso compositor Chico Buarque, outrora combatente feroz da Ditadura Militar e hoje Garoto Propaganda do Governo mais Corrupto que esta nação já teve, escreveu o seu Raízes do Brasil, de onde se extraiu a lógica do homem cordial. O brasileiro é tão bonzinho. Convive em harmonia tão semelhante com seu dessemelhante. Mas a garotada que quer dar pitaco de que o Brasil isso o Brasil aquilo tem que conhecer o livro e as ideias. Até pra parar de falar besteiras nas redes sociais.


Outro importante manual do conhecimento histórico é Formação do Brasil Colonial dos professores Arno Wehling e Maria José C. de Wehling, um vigoroso “estudo dos processos pelos quais três grandes grupos étnicos, cada qual com seu universo-tempo particular e diferentes estruturas sociais, políticas, econômicas e mentais, interagiram num novo território ainda a conquistar”.
E, por fim, como ler não causa dor de cabeça nem disenteria mental em ninguém, apresentamos este que é o mais humorístico e um dos mais profundos trabalhos no campo da sociologia e antropologia política e social, e que, de certa forma, explica por outra vertente o Macunaíma, de Mário de Andrade. O herói sem nenhum caráter. O cara, no caso, o brasileiro, que endossa a lei de Gérson “temos que levar vantagem em tudo, certo?”. Esse mito do jeitinho brasileiro que pretende enganar a todos enganando a si mesmo. Tem uma vaga pra deficiente ali no estacionamento do supermercado desocupada? Eu vou e pimba!, coloco o meu carrão ali. E se vier o guarda, ou alguém, eu saco esta: “você sabe com quem está falando?” Esse é o livro: Carnavais, Malandros e Heróis (para uma sociologia do dilema brasileiro). E, seu autor, é o Roberto Damatta. Talvez a solução do dilema brasileiro fosse todo mundo criar um pouco de vergonha na cara. Inclusive, a Esquerda que se acha pura, limpa, perfeita, e parasse de roubar um pouco o dinheiro do Tesouro e o sonho do Brasileiro.


Nas próximas quartas feiras voltarei esmiuçando livro a livro, tese a tese, autor por autor, à esquerda e à direita.
Pesquisa e texto de Raimundo Fontenele, poeta e escritor maranhense

18 de dez. de 2015

No Maranhão música é artigo de ocasião




Daqui a pouco estaremos em 2016. É inicio de ano novo, esse período é sempre um momento angustioso para uma parcela da classe de artística dessa nossa sofrida terra. Mas qual seria o motivo? Quais as razões de tanta apreensão? Bem, para os menos informados, precisamos esclarecer antes de qualquer coisa, que o Estado do Maranhão, há décadas não possui políticas culturais contundentes, igual àquelas feitas visando uma real estruturação cultural de longo prazo. A cada novo governo o que vemos é uma imensa falta de respeito com nossas raízes artistas e culturais. Raízes essas legítimas pelo seu cunho histórico, temos revelado por anos artistas de qualidade impares para o Brasil, nos diversos gêneros culturais, seria redundante citar aqui nomes que são de conhecimento de todos.

Essa perfeita indigência cultural vem se arrastando e se perpetuando inclusive por conta da postura errônea de diversos personagens da nossa música. Através dos anos foi visível a percepção de que diversos nomes importantes do cenário musical do Maranhão, aos poucos foram aderindo a política do Panis Et Circense que a família Sarney implantou e jocosamente sempre repetia ano a ano. Essa prática execrável de se fazer patrocinar pela politicalha visando benesses financeiras e oportunistas acabou criando uma tradição maldita não há dúvidas, quando o que se viu com o passar dos anos foi o surgimento de novos nomes logo cedo sendo carregados e incentivados a fazer parte dessa verdadeira traição a verdade artística. Artista engajado e ciente da sua missão como ser político e cultural, jamais vende seu trabalho a interesses repugnantes das elites politicas.


As exceções são raras quanto a essa forma de pensar musica no Estado do Maranhão. Portanto para parte desses cantores e cantoras, músicos e musicistas, a nossa música está relegada infelizmente a essas praticas ocasionais de divulgação. Pois ao que nos parece só se é artista musical no Estado do Maranhão em três períodos do ano. A primeira é no período carnavalesco, a segunda seria nas festas juninas e em alguns poucos casos no final do ano, por conta de algumas apresentações voltadas para o período natalino. Fora isso as aparições desses "pseudo artistas musicais" são bastante esporádicas e quase inexistentes no restante dos outros meses. É triste afirmar isso, mas nosso Estado está cheio de artistas musicais de ocasião, são poucos os que pensam diferente, a grande maioria assim o está, e assim continuará. 

Natanael Castro, Editor

PARA TODOS (POESIA)




uma pedra a mais rolando submersa
assim eu ia por ali entre os caretas

palavra é dólar
palavra custa dinheiro 
arte é só grana, só isso

pensava e não jogava nenhuma bomba
pensava, ia

na garganta dos desfiladeiros
pendendo dos penhascos
na bruma mais névoa
só assim me achava

uma bomba bem que mereciam

Raimundo Fontenele
Poeta maranhense


(do livro VENENOS, Ed. Alcance, Porto Alegre/RS, 1994)